terça-feira, 17 de junho de 2008
Contradição? Hipocrisia? Cinismo eleitoral?
domingo, 8 de junho de 2008
A chance de maifestar sua vontade

Movimentos populares (estudantil, sindical, comunitário) convidam para um ato de protesto, segunda-feira (9/6), a partir das 14 horas, em frente ao Palácio Piratini.
Ao participar dele você estará manifestando-se contra os escândalos de corrupção envolvendo o governo Yeda Crusius (PSDB) e os partidos que o sustentam (PMDB, PP, PPS). Escândalos mais do que comprovados, por gravações de conversas entre os próprios agentes políticos do atual governo Estadual.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Uma possível onda de impactos
pepino na sala de Yeda, Fogaça, Manuela, Onix...A crise do governo Yeda, com os fatos de hoje, isto é, com a gravação da conversa Feijó-Busatto, estenderá seus efeitos para fora do Palácio Piratini e atingirá a campanha eleitoral para a prefeitura de Porto Alegre.
O PMDB de Fogaça sai abalado, ao ser relacionado com um sistema de financiamento com habitat no Banrisul. Fogaça sai abalado, ao ser identificado com um tipo de governo que loteia cargos, sem critérios ou condições, para garantir maioria no parlamento.
Manuela tem um problemão. Seu candidato a vice é do PPS, mesmo partido que declarou esperar de Manuela uma posição acrítica em relação ao governo Yeda. Partido que tem compromissos com a forma de governar que levou a esta crise do governo Yeda, e que é igual a montada para sustentar o governo Fogaça. Seu problema, na ponta mais simples: Como apresentar-se como o novo, aliada a um partido que sustenta o velho e tradicional jogo de divisão fisiológica dos cargos no governo?
Onyx (DEM) aliou-se ao PP, que até hoje ao menos, comporá a sua chapa indicando o vice. Mesmo PP que está no centro das denuncias do esquema DETRAN. Será coerente como Feijó, vice governador pelo DEM, quer apresentar-se e romperá com o PP?
O PT, acusado na eleição de 2004 de se tornar repetitivo, burocrático e pouco criativo para resolver os problemas da cidade, parece ter grandes condições de apresentar justamente o seu passado em Porto Alegre como grande trunfo. Durante 16 anos foi minoria na câmara e mesmo assim conseguiu governar sem apelar para a fórmula da divisão fisiológica e sem critério do governo. Além disso, apresenta-se a cidade com chapa pura, sem nenhum dos partidos envolvidos no escandalo do governo Yeda. Nisto, aliás, residia outra crítica, fonte poderosa do anti-petismo: o PT gaúcho, segundo os anti-petistas, achando-se superior não aceitava aliar-se a outros partidos no Estado (PMDB, PP, PPS, PTB, etc.). Parece que aqui, também, o que parecia demérito passou a ser virtude.
Cena dos próximos capítulos: irá Fogaça ser candidato, irá Manuela continuar aliada ao PPS, Onix continuará casado com o PP?
A crise do governo Yeda. Há outro jeito de governar?
Governando de outro jeito, convidando a população a se organizar, definindo junto com ela o que fazer, o que priorizar. A mesma população que elege veradores e deputados se encarregou de fazer seus eleitos agirem corretamente. Simples assim...
Há outro jeito, sim.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Manuela e o PPS
(Comentário publicado em ZéAgah, na coluna de Rosane Oliveira, zeira e vezeira dos recados da "elite" política gaúcha)
Parece-me que começam a ser respondidas as perguntas que fiz na postagem anterior sobre a aliança PC do B/PPS:
"(...)pode assumir a condição de novidade uma candidatura que admite algum grau de identidade com o PPS - sigla sob a qual se elegeu José Fogaça, o atual prefeito, que elaborou o seu programa e conduziu seu governo - a ponto de entusiasmar-se com a possibilidade de com este firmar uma chapa para disputar a eleição, portanto uma aliança para governar? Por acaso dirão , o PC do B e Manuela, a pretexto de romper com a continuidade (premissa de quem quer-se novo), aos agentes políticos do PPS presentes no governo Fogaça que estes não manterão suas posições e políticas em um eventual governo Manuela?"
Só esqueci de mencionar o posicionamento em relação ao governo Yeda, do qual faz parte o PPS.
As coisas são como são...
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Direita e Esquerda: conceitos para a ação I

A direita hoje
As vitórias eleitorais de Angela Merkel na Alemanha, de Sarkozy na França e de Berlusconi na Itália, servem para lembrar-nos da força da direita hoje no mundo. Na Europa ocidental, com as exceções da Espanha e da Noruega, a direita está no governo. Aqui mesmo, na América Latina, os governos do PAN no México, de Uribe na Colombia, são representantes indiscutíveis da direita latino-americana. No Brasil, a direita está representada politicamente pelo bloco tucano-pefelista e ideologicamente pelas grandes empresas mercantis da mídia.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Ação preconceituosa e estigmatizadora
Tudo que for diferente disto é arbítrio e preconceito.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
O Banco Central, os juros e a festa do demo-tucanato
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O novo?

Ampliação
A novidade, quanto às perspectivas de aliança eleitoral, foi a declaração do presidente municipal do PPS, feita no discurso de saudação. Odone afirmou que vê com bons olhos uma aproximação com o PCdoB, e não descarta uma aliança no primeiro turno. ''Temos pela frente uma eleição com dois turnos. Mas, por que não uma aliança já no primeiro?''
Já vi este filme.
Precisando um pouquinho...
Comecemos pelas candidaturas. Não quero crer que Manuela tente distinguir-se, nesta dimensão, diretamente, por razões etárias e de gênero, por sua juventude ou condição feminina. Ou seja, que tente afirmar-se naturalmente diferente. De qualquer forma, se assim afirmar-se, deparar-se-á com a também natural condição de jovem de Nelson Marchezan Jr. e, igualmente, com a condição feminina de Maria do Rosário e Luciana Genro. Assim, sob este aspecto, não haveria qualidade distintiva natural a contar para Manuela. Não seria novidade.
Em que outro sentido então, poderia ser novidade Manuela? Talvez ela possa afirmar-se a única candidatura a aliar a condição de jovem, mulher e "nova" na política. Nova na política significaria aqui estar a pouco tempo na arena política, e, assim, não ter nenhum débito (ou crédito) com política até aqui desenvolvida em Porto Alegre, supondo esta negativa. Bem, se alguém quer afirmar-se novidade, é porque julga negativo ou insuficiente o que até aqui foi feito.
Se isto é verdade - se para ser novidade não basta ser jovem e mulher, mas ter uma leitura negativa do que as outras experiências partidárias até aqui fizeram - pergunto: pode assumir a condição de novidade uma candidatura que admite algum grau de identidade com o PPS - sigla sob a qual se elegeu José Fogaça, o atual prefeito, que elaborou o seu programa e conduziu seu governo - a ponto de entusiasmar-se com a possibilidade de com este firmar uma chapa para disputar a eleição, portanto uma aliança para governar? Por acaso dirão , o PC do B e Manuela, a pretexto de romper com a continuidade (premissa de quem quer-se novo), aos agentes políticos do PPS presentes no governo Fogaça que estes não manterão suas posições e políticas em um eventual governo Manuela?
Aliás, o PPS está se especializando em "novidades". Yeda foi uma delas. É assim que a turma do Britto sobrevive eleitoralmente.
Espero, sinceramente, que Manuela e o PC do B não embarquem nessa. Correm o risco de servir de hospedeiros do que de mais conservador há na política gaúcha.
sábado, 5 de abril de 2008
O alvo do Partido da Impresa Golpista (PIG)

Do primeiro mandato até esta semana, o PIG focou suas lentes e páginas na tentativa de derrubar LULA. Para quem quiser recordar todas as tentativas, sugiro ler o Blog de Paulo Henrique Amorim.
Com um golpe resolveriam-se todas as questões: LULA sumiria e com ele seus herdeiros (as). Mas parece que as coisas não estão saindo bem como o planejado.
O tempo passou, estamos em ano de eleições. Eleições municipais que estabelecerão a primeira trincheira para a luta eleitoral de 2010. O calendário do golpe está encurtando para o PIG. É bem provável, como indicam os índices de popularidade do governo da última pesquisa IBOPE, que o governo LULA estabeleça uma boa trincheira, vasta eu diria... Qual candidato a prefeito não vai querer pendurar-se na sua popularidade? E o golpe vai ficando cada dia mais remoto...
E tudo isso acontece bem a tempo de por dentro da trincheira um herdeiro(a). Assim, agora entrou na ordem do dia para o PIG mirar nos prováveis herdeiros(as) de LULA. Vá que não dê certo o golpe, né? Ai o LULA chega com uma aprovação fantástica na eleição de 2010, milhares de prefeitos na sua base, e... pimba, se tiver um candidato razoável, as chances de Serra tomar posse do que o PIG acha que é seu por "direito divino" vão pro saco. Ou eles começavam a detonar a Dilma Rouseff agora, ou davam adeus as suas pretensões...
Nada além do previsto. Ou alguém achava que o PIG e seu tucanato seriam amadores a ponto de deixar a coisa ir como quem olha lagartixa na parede?
Os próximos lances estão com o governo e Dilma. Agora ela vai ter que sair da "gerencia" para a "grande" política. Do domínio da técnica para o da simbologia. Em sua manifestação pública durante a semana passada, fez isto, ainda timidamente, mas fez.
Começou o aquecimento... Primeiro round.
Obs.: Prá quem tem dúvidas, veja como evoluiram as manchetes do PIG sobre o "dossiê FHC" no site do Paulo Henrique Amorim.


